::PRAZER!!!!::

Nome:NATITA RIVERO
Idade:21 ANOS
Cidade:...onde mora...
Gosto:MARTIN(NAMORADO)
AMO:DANÇAR
Filmes:OLGA
Músicas:LA VIDA ES UN CARNAVAL(CELIA CRUZ)


::MEU CANTINHO::






NATITA RIVERO


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Pedro, o Homem da Flor...

( Stanislaw Ponte Preta)

Quando anoitece, Pedro pega a sua clássica cestinha, enche de flores, cujas hastes teve o cuidado de enrolar em papel prateado, e sai do barraco rumo à Copacabana, onde fica até alta madrugada, entrando nos bares - em todos os bares, porque Pedro conhece todos - vendendo rosas.

Quando a cesta fica vazia, Pedro conta a féria e vai comer qualquer coisa no botequim mais próximo. Depois volta para casa como qualquer funcionário público que tivesse cumprido zelosamente sua tarefa, na repartição a que serve.

Conversei uma vez com Pedro - o homem da flor. Já o vinha observando quando era o caso de estar num bar em que ele entrava. Vira-o chegar e dirigir-se às mesas em que havia um casal. Pedia licença e estendia a cesta sobre a mesa. Psicologia aplicada, dirão vocês, pois qual homem que se nega a oferecer flor à moça que o acompanha, quando se lhe apresenta a oportunidade? Sim, talvez Pedro seja um bom psicólogo mas, mais que isso, é um romântico. Quando o homem mete a mão no bolso e pergunta quanto custa a flor, depois de ofertá-la à companheira, Pedro responde com um sorriso:

 - Dá o que o senhor quiser, moço. Flor não tem preço.

Como eu ia dizendo, conversei uma vez com Pedro e, desse dia em diante, temos conversado muitas vezes. Ele sabe de coisas. Sabe, por exemplo, Que a rosa branca encanta as mulheres morenas, enquanto as louras, invariavelmente, preferem rosas vermelhas. Fiel às suas observações, é incapaz de oferecer rosas brancas às mulheres louras, ou vice versa. Se entra num bar e as flores de sua cesta são todas de uma só cor, não coincidindo com o gosto comum às mulheres presentes, nem chega a oferecer sua mercadoria. Vira as costas e sai em demanda de outro bar, onde estejam mulheres louras, ou morenas, se for o caso.

O pequeno buquê de violetas - quando as há - é carinhosamente arrumado pelas suas mãos grossas de operário, assim como também as hastes prateadas das rosas. Saibam todos os que se fizeram fregueses de Pedro - o homem da flor - que aquele papel prateado artisticamente preso na haste das rosas e que tanto encantava as moças foi antes um comum papel de maços de cigarros vazios, que o próprio Pedro recolheu por aí, nas suas andanças pela madrugada.

Sei que Pedro ama sua profissão, tira dela o seu sustento, mas acima de tudo esforça-se por dignificá-la. Não vê que seria um mero mercador de flores!

Lembro-me da vez em que, entrando pelo escuro do bar, trouxe nas mãos a última rosa branca para a moça morena que bebia calada entre dois homens. Quando os três levantaram a cabeça ante a sua presença, pudemos notar - eu, ele e as demais pessoas presentes - que a moça era linda, de uma beleza comovente, suave, mas impressionante.

Pedro estendeu-lhe a rosa sem dizer uma palavra e, quando um dos rapazes quis pagar-lhe, respondeu que absolutamente era nada. Dava-se por muito feliz por Ter tido a oportunidade de oferecer aquela flor à moça que lá estava. E sem ousar olhar novamente pra ela, e disse:

 - Mais flores eu daria se mais flores eu tivesse!

Assim é Pedro - o homem da flor.

Discreto, sorridente e amável, mesmo na sua pobreza. Vende flores quase sempre e oferece flores quando se emociona. Foi o que aconteceu na noite em que, mal chegado à Copacabana, viu o povo que rodeava o corpo do homem morto, vítima de um mal súbito. Só depois que soube que Pedro o conhecia do tempo em que era porteiro de um bar no Lido. Na hora não. Na hora ninguém compreendeu, embora todos se comovessem com seu gesto, ali abaixado a colocar todas as suas flores sobre as mãos do homem morto. Pois foi o que Pedro fez, voltando em seguida para a sua favela do Esqueleto.

Naquela noite, não trabalhou.

 ( Stanislaw Ponte Preta)



Escrito por reni às 20h40
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AS PRIMEIRAS BAILARINAS FAMOSAS DO EGITO

 

No século passado, as bailarinas eram as proprietárias da maior parte dos teatros da capital egípcia, e responsáveis por apresentações que incluíam música, conto, baile e atrações cômicas. Estes elementos impulsionaram um empresário francês a convidar a bailarina Shafiqa La Copta para representar o Egito na 1ª Feira em Paris, 1917. Ela apresentou o mesmo espetáculo e grupo musical do Egito e obteve grande êxito. Dançou e encantou com seus sapatos de ouro e brilhantes.

 

Foi uma grande artista em todos os aspectos e possuía uma graça admirada pelos espectadores. Ganhava muito dinheiro e foi bastante generosa. Acabou tendo um papel importante durante a Revolução de 1919, ajudando de diversas maneiras os revolucionários egípcios que resistiam à dominação inglesa. Shafiqa viveu intensamente, com êxitos artísticos e faleceu em 1922. Mais tarde, seria imortalizada pelo cinema.

 

Badía Masabni foi uma bailarina de origem libanesa que se estabeleceu no Egito, tornando-se proprietária de um cassino onde se apresentava. Adorava fazer relações públicas e trabalhava com uma equipe composta de músicos e bailarinas. A casa de jogos foi freqüentada por grupos de intelectuais egípcios, pela aristocracia nacional e estrangeira da época.

 

Certa noite, Badía vendeu o cassino, obteve um passaporte falso e voltou para sua terra natal, o Líbano, pois devia impostos ao governo egípcio. Morreu em Beirute, em 1975. O Egito todo a recorda com carinho. Com Badía, formou-se uma geração de bailarinas egípcias, como Sâmia Gamal e Tahía Carioca.

 

Esta última foi uma das melhores bailarinas do Egito. Extremamente audaz, recusou-se a dançar para o ditador turco Kamal Ataturk, que a proibiu de entrar na Turquia. Também se recusou a dançar para Nazli, rei do Egito. Durante a última guerra mundial, foi responsável por oferecer grande ajuda e donativos. Quando abandonou a dança, fundou um grupo teatral e na primeira peça apresentou a vida de Shafiqa La Copta, obra de quatro partes que obteve grande êxito. Diziam que ela tinha metade de sua inteligência nos pés e a outra metade na cintura.

 

Nagwa Fouad foi a bailarina mais famosa da segunda metade do século XX. Começou como secretária em uma empresa de organizações de festas e passou para o teatro e a dança. Participou de muitos filmes com sucesso sem precedentes. Sua fama ultrapassou o mundo árabe e passou a representar o Egito em muitos festivais turísticos. Viajou inúmeras vezes a diversos países europeus, onde participou dos grandes festivais. Nos Estados Unidos, realizou várias apresentações dedicadas especialmente aos habitantes de origem árabe e fundou uma escola de dança oriental em Nova York. Seu grupo de dança representou diversos elementos de origem folclórica tanto egípcios quanto de outros países árabes. Foi também cantora e artista de cinema e teatro e em 1992 retirou-se definitivamente da dança para consagrar-se no cinema. Cativou numerosos políticos, entre eles, o estadista Richard Nixon, o egípcio Anwar el Sadat e também os presidentes Carter e Henry Kissinguer.




Escrito por reni às 20h10
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SER BONDOSO É SER ATENCIOSO!               

 

Devemos ser atenciosos. Mesmo que pensemos estar agindo com bondade, se não formos atenciosos, não estaremos manifestando plenamente a bondade. É preciso que a bondade seja manifestada plenamente do fundo do coração.

 





Escrito por reni às 09h45
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